Berliner Boersenzeitung - EUA revogam licenças que permitiam operações de empresas transnacionais de petróleo na Venezuela

EUR -
AED 4.007909
AFN 77.444578
ALL 99.448497
AMD 422.93642
ANG 1.953427
AOA 1000.605281
ARS 1170.632718
AUD 1.738506
AWG 1.966839
AZN 1.858297
BAM 1.959694
BBD 2.183959
BDT 131.441149
BGN 1.957028
BHD 0.411243
BIF 3215.259576
BMD 1.091173
BND 1.453701
BOB 7.473712
BRL 6.183786
BSD 1.081659
BTN 92.452839
BWP 14.970882
BYN 3.53983
BYR 21386.989945
BZD 2.172696
CAD 1.554687
CDF 3132.75732
CHF 0.955786
CLF 0.027179
CLP 1042.986429
CNY 7.930752
CNH 7.973381
COP 4529.731735
CRC 543.399553
CUC 1.091173
CUP 28.916083
CVE 110.483498
CZK 24.935436
DJF 192.614454
DKK 7.460873
DOP 68.30822
DZD 146.246695
EGP 55.182909
ERN 16.367594
ETB 143.187399
FJD 2.540087
FKP 0.844388
GBP 0.835309
GEL 3.01206
GGP 0.844388
GHS 16.863513
GIP 0.844388
GMD 78.7039
GNF 9438.299655
GTQ 8.41646
GYD 229.091566
HKD 8.492408
HNL 27.895774
HRK 7.532037
HTG 142.338697
HUF 406.240303
IDR 18242.858974
ILS 4.056349
IMP 0.844388
INR 93.354601
IQD 1427.580573
IRR 45943.05688
ISK 145.182683
JEP 0.844388
JMD 170.583366
JOD 0.773664
JPY 161.074044
KES 141.031107
KGS 94.424704
KHR 4357.312403
KMF 497.021326
KPW 982.077284
KRW 1605.375927
KWD 0.336441
KYD 0.907584
KZT 549.340726
LAK 23606.608472
LBP 97466.366087
LKR 321.536356
LRD 218.173026
LSL 20.062893
LTL 3.22195
LVL 0.660039
LYD 5.24965
MAD 10.507563
MDL 19.595565
MGA 5095.972357
MKD 62.134232
MMK 2290.928542
MNT 3798.791921
MOP 8.744577
MRU 43.316666
MUR 49.783899
MVR 16.850002
MWK 1889.777692
MXN 22.050151
MYR 4.840952
MZN 69.709368
NAD 20.062893
NGN 1677.016713
NIO 40.112342
NOK 11.333648
NPR 149.437377
NZD 1.900766
OMR 0.420096
PAB 1.091173
PEN 4.003408
PGK 4.463011
PHP 62.456764
PKR 305.125843
PLN 4.225166
PYG 8671.33167
QAR 3.97243
RON 5.028882
RSD 118.38001
RUB 92.23618
RWF 1547.68544
SAR 4.092165
SBD 9.275306
SCR 15.805491
SDG 655.211518
SEK 10.741398
SGD 1.465922
SHP 0.857491
SLE 24.911374
SLL 22881.35249
SOS 622.389247
SRD 40.216212
STD 22585.077127
SVC 9.547525
SYP 14187.942197
SZL 20.062893
THB 37.303191
TJS 11.894024
TMT 3.816668
TND 3.38614
TOP 2.627363
TRY 41.393626
TTD 7.384167
TWD 36.279977
TZS 2887.360614
UAH 45.017145
UGX 3982.302352
USD 1.091173
UYU 45.991087
UZS 14088.434962
VES 75.934374
VND 27978.495271
VUV 134.624128
WST 3.095734
XAF 662.695102
XAG 0.03252
XAU 0.000346
XCD 2.954245
XDR 0.82136
XOF 662.695102
XPF 119.331742
YER 268.435174
ZAR 20.571038
ZMK 9821.877532
ZMW 30.709755
ZWL 351.357247
EUA revogam licenças que permitiam operações de empresas transnacionais de petróleo na Venezuela
EUA revogam licenças que permitiam operações de empresas transnacionais de petróleo na Venezuela / foto: Pedro MATTEY - AFP/Arquivos

EUA revogam licenças que permitiam operações de empresas transnacionais de petróleo na Venezuela

O governo da Venezuela informou no domingo (30) que os Estados Unidos revogaram as licenças de petróleo e gás que haviam sido concedidas para que empresas transnacionais operassem no país sul-americano, apesar das sanções impostas por Washington em 2019.

Tamanho do texto:

As medidas foram anunciadas em um momento de tensão entre Caracas e Washington, que busca sufocar economicamente o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A empresa francesa Maurel & Prom confirmou nesta segunda-feira (31) que os Estados Unidos revogaram sua licença.

A Maurel & Prom "recebeu uma notificação" do "Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, com data de 28 de março de 2025", que afirma que "a licença específica concedida em maio de 2024 para suas atividades na Venezuela foi revogada", informou a empresa em comunicado.

O grupo francês explica que obteve "uma licença de transição" até 27 de maio para "a conclusão das operações cobertas pela licença revogada".

O governo dos Estados Unidos não anunciou quais eram as empresas afetadas, mas após a revogação da licença da americana Chevron, os analistas esperavam uma medida similar para a espanhola Repsol e para a mencionada Maurel & Prom.

"Mantivemos comunicação fluida com as empresas transnacionais de petróleo e gás que operam no país, que foram notificadas nas últimas horas pelo governo dos Estados Unidos sobre a revogação de suas licenças", afirmou a vice-presidente Delcy Rodríguez em um comunicado no Telegram.

O jornal The Wall Street Journal informou no sábado que Washington também ordenou que a Global Oil Terminals, do magnata Harry Sargeant III, abandonasse a Venezuela.

Com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a Venezuela produzia três milhões de barris diários (bd) quando Hugo Chávez chegou ao poder há 25 anos, mas viu sua produção cair após anos de má gestão, corrupção e sanções americanas adotadas em 2019.

O país viu seu PIB cair 80% em oito anos consecutivos de recessão, entre 2014 e 2021, em meio à forte queda dos preços do petróleo e de sua produção.

Atualmente, a Venezuela produz quase um milhão de barris diários. A Chevron ajudava na operação com 220.000, a Repsol com cerca de 60.000 e a Maurel & Prom com entre 20.000 e 25.000 bd.

As três empresas haviam recebido autorização para operar na Venezuela durante a administração do democrata Joe Biden.

O país é o terceiro fornecedor de petróleo para os Estados Unidos, atrás de Canadá e México, segundo a Agência de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês).

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) tinha estabelecido prazo até 3 de abril para a Chevron liquidar suas operações na Venezuela, mas nesta segunda-feira publicou a licença 41B para estender o prazo até 27 de maio.

O governo do presidente Donald Trump anunciou tarifas de 25% para os países que comprarem petróleo ou gás venezuelano.

Trump pressiona o governo de Maduro, a quem não reconhece como presidente após denúncias de fraude nas eleições de julho.

Rodríguez afirmou que a Venezuela está aberta a investimentos nacionais e internacionais no setor de petróleo e gás.

"As empresas internacionais não requerem licença nem autorização de nenhum governo estrangeiro para operar na Venezuela, porque não reconhece qualquer jurisdição extraterritorial", disse.

A saída das empresas preocupa os analistas. "A Chevron é um dos provedores importantes de moeda estrangeira" no setor bancário, disse César Aristimuño, diretor da consultoria Aristimuño Herrera & Associados.

(H.Schneide--BBZ)