Berliner Boersenzeitung - Mobilização por Gaza chega às universidades britânicas

EUR -
AED 3.826499
AFN 71.030385
ALL 98.234927
AMD 406.051041
ANG 1.878997
AOA 949.047971
ARS 1045.411373
AUD 1.601946
AWG 1.877819
AZN 1.810508
BAM 1.957464
BBD 2.10499
BDT 124.584717
BGN 1.956582
BHD 0.392594
BIF 3079.692033
BMD 1.041786
BND 1.405228
BOB 7.204228
BRL 6.064131
BSD 1.042586
BTN 88.001624
BWP 14.243314
BYN 3.411982
BYR 20418.998737
BZD 2.101537
CAD 1.455901
CDF 2989.924956
CHF 0.931482
CLF 0.036922
CLP 1018.793624
CNY 7.549924
CNH 7.561989
COP 4591.013927
CRC 531.051461
CUC 1.041786
CUP 27.60732
CVE 110.357759
CZK 25.365386
DJF 185.660508
DKK 7.458453
DOP 62.833416
DZD 139.605459
EGP 51.746847
ERN 15.626785
ETB 127.633542
FJD 2.372094
FKP 0.822299
GBP 0.831371
GEL 2.838858
GGP 0.822299
GHS 16.472241
GIP 0.822299
GMD 73.966946
GNF 8986.553448
GTQ 8.047842
GYD 218.118569
HKD 8.109598
HNL 26.346398
HRK 7.431327
HTG 136.856345
HUF 411.801155
IDR 16576.320278
ILS 3.85605
IMP 0.822299
INR 87.989581
IQD 1365.76107
IRR 43864.385089
ISK 145.59978
JEP 0.822299
JMD 166.091199
JOD 0.738731
JPY 161.186643
KES 134.907469
KGS 90.113284
KHR 4197.628956
KMF 489.274588
KPW 937.60669
KRW 1465.385989
KWD 0.320724
KYD 0.868851
KZT 520.570046
LAK 22901.01833
LBP 93362.714409
LKR 303.437961
LRD 188.182689
LSL 18.813494
LTL 3.076122
LVL 0.630166
LYD 5.091279
MAD 10.488116
MDL 19.01644
MGA 4866.253709
MKD 61.658736
MMK 3383.679153
MNT 3539.987582
MOP 8.359127
MRU 41.482868
MUR 48.807541
MVR 16.095338
MWK 1807.880312
MXN 21.356346
MYR 4.654178
MZN 66.570455
NAD 18.813494
NGN 1764.774994
NIO 38.362613
NOK 11.56828
NPR 140.803079
NZD 1.785806
OMR 0.401048
PAB 1.042611
PEN 3.953361
PGK 4.197528
PHP 61.395037
PKR 289.519228
PLN 4.339611
PYG 8138.919113
QAR 3.802196
RON 4.979943
RSD 117.093556
RUB 107.31657
RWF 1423.230418
SAR 3.911199
SBD 8.719245
SCR 15.664754
SDG 626.631014
SEK 11.524749
SGD 1.404442
SHP 0.822299
SLE 23.528703
SLL 21845.729118
SOS 595.820821
SRD 36.977176
STD 21562.859595
SVC 9.122668
SYP 2617.517551
SZL 18.806988
THB 35.991618
TJS 11.103399
TMT 3.656668
TND 3.312216
TOP 2.439968
TRY 35.985198
TTD 7.08102
TWD 33.928352
TZS 2768.398477
UAH 43.131253
UGX 3852.274922
USD 1.041786
UYU 44.337267
UZS 13375.242263
VES 48.195778
VND 26492.609075
VUV 123.682886
WST 2.908239
XAF 656.530889
XAG 0.033358
XAU 0.000386
XCD 2.815478
XDR 0.793093
XOF 656.508814
XPF 119.331742
YER 260.339
ZAR 18.845585
ZMK 9377.327687
ZMW 28.800899
ZWL 335.454554
Mobilização por Gaza chega às universidades britânicas
Mobilização por Gaza chega às universidades britânicas / foto: BENJAMIN CREMEL - AFP

Mobilização por Gaza chega às universidades britânicas

A mobilização estudantil por Gaza ganha espaço nas universidades britânicas. No campus de uma delas, a SOAS (School of Oriental and African Studies) de Londres, várias barracas acompanhadas de bandeiras palestinas podem ser observadas.

Tamanho do texto:

Alguns estudantes, muitos deles com máscaras, se sentam em círculo, sobre toalhas azuis, ao lado das barracas nas quais escrevem frases com pedidos um cessar-fogo, enquanto outros guardam suprimentos.

De acordo com Yara, uma ex-aluna de 23 anos, mais de 20 estudantes participam do movimento neste centro universitário.

Outros acampamentos de características parecidas surgiram em várias universidades britânicas, em uma extensão do que ocorreu nos campi americanos.

O objetivo, diz Yara à AFP, é "pressionar a administração (britânica) a aderir às exigências dos estudantes", expondo o papel das empresas cúmplices no que ela chama de "economia de colonização ilegal e comércio de armas de Israel".

- "Acampamento de solidariedade" -

A Universidade de Warwick, no centro da Inglaterra, foi a pioneira neste movimento com um "acampamento de solidariedade a Gaza" em 26 de abril.

Depois começaram a aparecer barracas nas universidades de Newcastle, Edimburgo, Manchester, Cambridge e Oxford.

Em Edimburgo, um grupo de estudantes iniciou uma greve de fome para pedir um cessar-fogo em Gaza.

Em Cambridge, várias barracas de cor laranja foram alinhadas ao redor do King's College, fundado em 1441.

A universidade afirmou em um comunicado que respeita a liberdade de expressão e o direito de protestar, mas acrescentou que não vai tolerar "o antissemitismo, a islamofobia e qualquer outra forma de ódio racial ou religioso".

Depois que os protestos nos Estados Unidos desencadearam atos violentos e os estudantes judeus expressaram preocupação pela sua segurança, o primeiro-ministro conservador britânico, Rishi Sunak, quer evitar cenas similares no Reino Unido.

Ele convocou dirigentes universitários nesta quinta-feira para falar sobre a segurança dos estudantes judeus e denunciou "o inaceitável aumento do antissemitismo" nos campi.

A Community Safety Trust, associação que cuida da segurança dos locais da comunidade judaica, falou de "um nível de antissemitismo sem precedentes" desde os ataques do Hamas de 7 de outubro e a resposta de Israel.

Mais de 1.170 pessoas, a maioria civis, morreram naquele ataque do Hamas, segundo uma contagem elaborada pela AFP a partir de números oficiais israelenses.

A resposta militar israelense deixou quase 35.000 mortos, principalmente mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.

Na quarta-feira, os estudantes da SOAS receberam o apoio do ex-líder do Partido Trabalhista, o esquerdista Jeremy Corbin.

O ex-líder dos trabalhistas destacou que a universidade deve "reconhecer que os estudantes têm opiniões fortes, legítimas e válidas".

Suspenso de seu partido, Jeremy Corbin foi acusado de permitir a expansão do antissemitismo dentro de sua legenda, tendo descrito no passado o Hamas e o Hezbollah como "amigos".

- "O tempo que for necessário" -

Yara, que está no acampamento desde que ele foi montado no início da semana, disse que os estudantes planejam ficar "o tempo que for necessário" para que a universidade aceite suas demandas.

"A primeira noite foi muito chuvosa, úmida e lamacenta", diz ela.

"Mas, sinceramente, por mais desconfortável que seja para os estudantes acampar ao ar livre, é apenas uma fração das condições que os palestinos enfrentam em Gaza", acrescenta.

Um estudante de direito e desenvolvimento internacional de 19 anos, que até agora só participou de manifestações, diz que quer participar do acampamento neste fim de semana.

"Acho que não posso esperar até me formar, porque as pessoas estão morrendo", diz o estudante, que não quer dar seu nome.

"Eu disse que estaria aqui porque eles precisam de pessoas. E aqui estou eu", conclui.

(T.Renner--BBZ)