Berliner Boersenzeitung - Júri considera Trump responsável por abuso sexual e difamação contra ex-jornalista

EUR -
AED 3.954374
AFN 73.348848
ALL 98.691551
AMD 416.266262
ANG 1.938555
AOA 982.416211
ARS 1068.856121
AUD 1.6224
AWG 1.937901
AZN 1.833154
BAM 1.964608
BBD 2.171817
BDT 128.543918
BGN 1.956161
BHD 0.405833
BIF 3174.260764
BMD 1.076612
BND 1.436654
BOB 7.432322
BRL 6.116983
BSD 1.075612
BTN 91.018065
BWP 14.496724
BYN 3.520116
BYR 21101.591542
BZD 2.168201
CAD 1.494003
CDF 3087.722665
CHF 0.943408
CLF 0.037591
CLP 1037.250577
CNY 7.706605
CNH 7.664717
COP 4751.087932
CRC 551.457001
CUC 1.076612
CUP 28.530213
CVE 110.761581
CZK 25.290903
DJF 191.546991
DKK 7.457265
DOP 64.798709
DZD 143.762206
EGP 53.087407
ERN 16.149177
ETB 129.082422
FJD 2.416127
FKP 0.82379
GBP 0.833045
GEL 2.933745
GGP 0.82379
GHS 17.565753
GIP 0.82379
GMD 76.980398
GNF 9276.590078
GTQ 8.301217
GYD 225.04897
HKD 8.368277
HNL 27.132138
HRK 7.416811
HTG 141.524502
HUF 407.755518
IDR 16924.337706
ILS 4.015644
IMP 0.82379
INR 90.824062
IQD 1409.078107
IRR 45330.740949
ISK 148.313887
JEP 0.82379
JMD 170.390754
JOD 0.763423
JPY 165.859046
KES 138.764335
KGS 92.779172
KHR 4371.599352
KMF 493.761114
KPW 968.950389
KRW 1499.410384
KWD 0.330326
KYD 0.896394
KZT 530.294729
LAK 23486.863207
LBP 96323.561584
LKR 314.946159
LRD 205.993538
LSL 19.125993
LTL 3.178955
LVL 0.651232
LYD 5.21232
MAD 10.629556
MDL 19.238072
MGA 5003.338707
MKD 61.527961
MMK 3496.793174
MNT 3658.326972
MOP 8.613377
MRU 42.531287
MUR 50.008822
MVR 16.580793
MWK 1865.127346
MXN 21.624475
MYR 4.740338
MZN 68.80085
NAD 19.125993
NGN 1804.595095
NIO 39.587853
NOK 11.825343
NPR 145.624827
NZD 1.794674
OMR 0.414511
PAB 1.075622
PEN 4.05842
PGK 4.316352
PHP 63.112599
PKR 298.869356
PLN 4.340228
PYG 8362.413844
QAR 3.921984
RON 4.975774
RSD 117.008331
RUB 105.482017
RWF 1460.721772
SAR 4.044487
SBD 8.972388
SCR 14.650584
SDG 647.58067
SEK 11.633668
SGD 1.427625
SHP 0.82379
SLE 24.439655
SLL 22576.007977
SOS 614.744687
SRD 37.502695
STD 22283.690866
SVC 9.411935
SYP 2705.019768
SZL 19.115524
THB 36.856191
TJS 11.45576
TMT 3.778907
TND 3.370511
TOP 2.521534
TRY 36.854635
TTD 7.293564
TWD 34.701889
TZS 2933.767504
UAH 44.595207
UGX 3958.748402
USD 1.076612
UYU 44.760677
UZS 13757.680314
VEF 3900082.853073
VES 47.075092
VND 27319.024764
VUV 127.81755
WST 3.015788
XAF 658.898825
XAG 0.031917
XAU 0.000396
XCD 2.909597
XDR 0.805898
XOF 658.904973
XPF 119.331742
YER 268.964501
ZAR 18.817344
ZMK 9690.812532
ZMW 29.15042
ZWL 346.668565
Júri considera Trump responsável por abuso sexual e difamação contra ex-jornalista
Júri considera Trump responsável por abuso sexual e difamação contra ex-jornalista / foto: Ed JONES - AFP

Júri considera Trump responsável por abuso sexual e difamação contra ex-jornalista

O júri de um tribunal federal de Nova York decidiu, nesta terça-feira (9), que Donald Trump foi responsável de abuso sexual e difamação, mas não de estupro, contra a ex-jornalista E. Jean Carrol, e terá que ressarci-la com uma indenização de US$ 5 milhões (por volta de R$ 25 milhões).

Tamanho do texto:

Os nove jurados - seis homens e três mulheres - consideraram por unanimidade, após cerca de três horas de deliberação, que o ex-presidente foi responsável por abuso sexual e difamação contra a ex-colunista da revista Elle, mas não de estupro, segundo um jornalista da AFP presente na sala.

Os montantes fixados como indenização para a ex-jornalista de 79 anos chegam a US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 milhões).

Acusado apenas no âmbito civil e não criminal, Trump tachou a sentença de "vergonha". "Não tenho absolutamente nenhuma ideia de quem é esta mulher", escreveu ele em sua rede Truth Social.

Carroll processou Trump por estupro e difamação no ano passado, depois que ele classificou de "completa farsa", "falsidade" e "mentira" a revelação em um livro, publicado por ela em 2019, de que o ex-presidente a teria estuprado no provador de uma loja de departamento em Nova York, em 1996.

Emocionada, Carroll abraçou seus três advogados após ouvir a decisão. O responsável pela defesa de Trump, Joe Tacopina, se dispôs a apertar sua mão.

Em seguida, a ex-jornalista deixou as dependências do tribunal com um sorriso no rosto, sem fazer declarações.

"Estamos muito felizes", limitou-se a dizer sua advogada, Roberta Kaplan.

"Você é muito corajosa, obrigado!", disse a Carroll um dos manifestantes reunidos do lado de fora do tribunal, situado na zona sul de Manhattan.

- 'Envergonhada' -

Durante o julgamento, que durou duas semanas e no qual Trump não compareceu, a ex-jornalista reconheceu que se sentiu "envergonhada" pelo abuso que a impediu de ter uma relação sentimental desde então.

"Levei muito tempo para entender que permanecer em silêncio não funciona", disse.

Outras duas mulheres que alegaram ter sido vítimas de abuso sexual por parte de Trump testemunharam no julgamento para comprovar que o ex-presidente tinha um padrão de conduta.

Uma delas, a executiva Jessica Leeds, disse na corte que Trump a tocou em um voo doméstico na classe executiva na década de 1970, enquanto a segunda, a jornalista Natasha Stoynoff, garantiu que o magnata lhe deu um beijo forçado durante uma entrevista em sua mansão em Mar-a-Lago em 2005.

Mais de dez mulheres acusaram Trump de abuso sexual antes das eleições que o elegeram presidente dos Estados Unidos em 2016.

O republicano, que quer voltar à Casa Branca em 2024, sempre negou as acusações e jamais havia sido condenado pela Justiça até agora.

- 'Doente' -

No entanto, um vídeo com seu depoimento feito sob juramento à advogada de Carroll, Roberta Kaplan, em outubro do ano passado, foi mostrado ao júri. No mesmo, ele tacha a ex-jornalista de "mentirosa" e "doente".

Os advogados de Trump alegaram que ela tinha inventado o caso, movida por "dinheiro, razões políticas e status".

Carroll recorreu a uma lei promulgada em novembro no estado de Nova York que abriu para as vítimas de agressões sexuais um prazo de um ano para processar seus supostos agressores por abusos que já estavam prescritos.

A ex-jornalista acusou Trump de agressão, "quando a estuprou e apalpou à força" e de difamação por comentários que causaram "prejuízo de reputação, emocional e profissional".

No julgamento, o júri deveria considerar se ficou comprovada a preponderância da evidência, o que tem peso menor do que em processos no âmbito criminal, que requerem uma prova além de qualquer dúvida razoável.

O caso é um dos muitos desafios legais que Trump enfrenta.

No mês passado, ele declarou-se inocente em um processo penal relacionado com o pagamento de suborno para comprar o silêncio de uma atriz pornô pouco antes da eleição de 2016.

O magnata também está sendo investigado por seus esforços para reverter sua derrota no pleito de 2020 no estado da Geórgia, o suposto manuseio incorreto de documentos classificados retirados da Casa Branca e seu envolvimento na invasão do Capitólio por seus simpatizantes em 6 de janeiro de 2021.

(A.Berg--BBZ)