Berliner Boersenzeitung - EUA alerta Venezuela para 'consequências' caso ataque Guiana

EUR -
AED 3.970195
AFN 76.745616
ALL 99.210429
AMD 423.258861
ANG 1.935088
AOA 989.050359
ARS 1159.99352
AUD 1.731259
AWG 1.945672
AZN 1.83625
BAM 1.954072
BBD 2.18245
BDT 131.361401
BGN 1.958082
BHD 0.407483
BIF 3162.798522
BMD 1.080929
BND 1.45109
BOB 7.496232
BRL 6.184533
BSD 1.080834
BTN 92.386589
BWP 14.827613
BYN 3.537306
BYR 21186.210196
BZD 2.17114
CAD 1.55496
CDF 3102.266739
CHF 0.956806
CLF 0.026522
CLP 1017.770492
CNY 7.845066
CNH 7.85355
COP 4526.822943
CRC 540.911642
CUC 1.080929
CUP 28.644621
CVE 110.660118
CZK 24.955382
DJF 192.103333
DKK 7.460518
DOP 68.476953
DZD 144.768391
EGP 54.663233
ERN 16.213936
ETB 142.004892
FJD 2.515593
FKP 0.835042
GBP 0.83752
GEL 2.999589
GGP 0.835042
GHS 16.754575
GIP 0.835042
GMD 77.296564
GNF 9355.441528
GTQ 8.338472
GYD 226.135835
HKD 8.410153
HNL 27.650548
HRK 7.529859
HTG 141.65342
HUF 402.861219
IDR 18014.764241
ILS 4.028942
IMP 0.835042
INR 92.395222
IQD 1415.934734
IRR 45507.114496
ISK 142.899871
JEP 0.835042
JMD 170.036484
JOD 0.766404
JPY 162.299378
KES 139.763364
KGS 93.505876
KHR 4323.096926
KMF 493.442343
KPW 972.835898
KRW 1593.846137
KWD 0.333304
KYD 0.900787
KZT 544.628287
LAK 23415.859175
LBP 96851.358509
LKR 320.150954
LRD 216.174828
LSL 19.8264
LTL 3.191703
LVL 0.653843
LYD 5.227281
MAD 10.398112
MDL 19.396488
MGA 5026.461898
MKD 61.501095
MMK 2269.838076
MNT 3776.806071
MOP 8.659981
MRU 43.202995
MUR 49.32231
MVR 16.640051
MWK 1873.908157
MXN 22.074366
MYR 4.793381
MZN 69.071896
NAD 19.826583
NGN 1658.039594
NIO 39.774458
NOK 11.372304
NPR 147.818543
NZD 1.906245
OMR 0.416133
PAB 1.080824
PEN 3.969713
PGK 4.390036
PHP 61.908045
PKR 302.941991
PLN 4.186708
PYG 8627.21099
QAR 3.941941
RON 4.977567
RSD 117.132722
RUB 89.71425
RWF 1523.424588
SAR 4.055127
SBD 9.015882
SCR 15.53079
SDG 649.099931
SEK 10.868082
SGD 1.452969
SHP 0.849441
SLE 24.656378
SLL 22666.543757
SOS 617.742276
SRD 39.507419
STD 22373.04981
SVC 9.457461
SYP 14054.047418
SZL 19.822104
THB 36.751802
TJS 11.749201
TMT 3.783252
TND 3.363894
TOP 2.531647
TRY 41.034317
TTD 7.334378
TWD 35.966833
TZS 2864.539928
UAH 44.727418
UGX 3956.592538
USD 1.080929
UYU 45.578849
UZS 13983.375219
VES 74.511209
VND 27655.570809
VUV 132.681391
WST 3.040564
XAF 655.365309
XAG 0.031825
XAU 0.000347
XCD 2.921265
XDR 0.81311
XOF 655.365309
XPF 119.331742
YER 265.908379
ZAR 19.813647
ZMK 9729.66671
ZMW 30.453505
ZWL 348.058726
EUA alerta Venezuela para 'consequências' caso ataque Guiana
EUA alerta Venezuela para 'consequências' caso ataque Guiana / foto: Nathan Howard - POOL/AFP

EUA alerta Venezuela para 'consequências' caso ataque Guiana

O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, disse nesta quinta-feira (27) à Venezuela que "um ataque" contra a Guiana no contexto da disputa territorial por uma região rica em petróleo "não terminaria bem", e insinuou o uso da força militar.

Tamanho do texto:

Em viagem pelo Caribe, Rubio visitou Georgetown para dar apoio à Guiana frente às reivindicações da Venezuela sobre o Essequibo, uma área de 160 mil km², que representa dois terços do território guianês. A disputa fronteiriça centenária se intensificou quando a gigante americana ExxonMobil descobriu, há uma década, vastos depósitos de petróleo em suas águas.

"Se atacassem a Guiana ou a ExxonMobil (...) seria um dia muito ruim, uma semana muito ruim, para eles. Não terminaria bem", afirmou o alto funcionário americano em uma coletiva de imprensa.

"Tenho plena confiança em dizer isso como secretário de Estado: haverá consequências pelo 'aventurismo', haverá consequências por ações agressivas", declarou Rubio.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, respondeu chamando Rubio de "imbecil".

A Venezuela não é ameaçada por ninguém, porque esta é a pátria dos libertadores, esta é a pátria de Bolívar, imbecil", declarou Maduro durante um ato oficial.

Com os projetos lançados pela ExxonMobil na Guiana, este pequeno país sul-americano de 800 mil habitantes e de língua inglesa está prestes a se tornar o maior produtor de petróleo per capita, à frente de Catar e Kuwait.

Embora tenha evitado sugerir uma resposta militar dos Estados Unidos, Rubio advertiu: "Temos uma Marinha grande e ela pode chegar praticamente a qualquer lugar".

O chefe da diplomacia americana assinou um memorando de entendimento para impulsionar a cooperação em matéria de segurança entre Estados Unidos e Guiana. Os dois países concordaram anteriormente em realizar patrulhas marítimas conjuntas.

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, comemorou o apoio de Rubio: "Estou muito satisfeito com a garantia dos Estados Unidos de salvaguardar nossa integridade territorial e soberania".

- "Tira o seu nariz dessa controvérsia!"

O chanceler venezuelano, Yván Gil, classificou como "bravatas" as advertências de Marco Rubio.

"Não precisamos nem buscamos conflitos (...). Tire o nariz dessa controvérsia!", declarou Gil em uma mensagem no Telegram.

As Forças Armadas venezuelanas alertaram que responderão "com firmeza e determinação a qualquer provocação ou ação que ameace a integridade territorial" do país, apesar de reiterarem sua "vocação pacifista".

O enviado especial dos Estados Unidos para a América Latina, Mauricio Claver-Carone, antecipou que a administração de Donald Trump considera estabelecer com a Guiana uma relação semelhante à que mantém com países do Golfo Pérsico, que abrigam tropas americanas como barreira contra o Irã.

Rubio se reuniu na quarta-feira com a Comunidade do Caribe (Caricom) na Jamaica. Nesta quinta-feira, visitou o Suriname, outro país que tem visto um crescimento na produção de petróleo.

O chefe da diplomacia americana aproveitou a viagem para comentar a imposição de tarifas sobre navios chineses, argumentando ser "perigoso" que "um único país do mundo construa todos os barcos".

No entanto, em um tom diferente da postura habitual de Trump, Rubio reconheceu as preocupações das nações caribenhas e afirmou que informaria os responsáveis pelas políticas comerciais dos EUA sobre os riscos de prejudicar seus parceiros.

"Tenham certeza de que levaremos essa mensagem adiante", declarou Rubio.

- Aumento da tensão -

A ExxonMobil prevê uma produção petrolífera na Guiana de 1,3 milhão de barris diários (mbd) até o final desta década, enquanto a oferta da Venezuela despencou de mais de 3,5 mbd para cerca de 900 mil mbd.

Trump não reconhece a reeleição do presidente Nicolás Maduro na Venezuela, em meio a denúncias de fraude feitas pela oposição. Ele revogou a licença que autorizava as operações da petroleira Chevron no país, ao mesmo tempo em que ameaçou impor novas tarifas, a partir de 2 de abril, contra nações que comprem petróleo venezuelano.

A disputa entre Georgetown e Caracas está se intensificando: no início deste mês, a Guiana denunciou uma incursão de um navio militar venezuelano em suas águas, o que foi negado pela Venezuela.

Nas eleições de governadores e deputados ao Parlamento, marcadas para 25 de maio, a Venezuela convocou, pela primeira vez, a escolha de autoridades venezuelanas para o Essequibo, sem informar como será esse processo. Georgetown advertiu que aqueles que participarem serão presos e acusados de "traição".

A Guiana sustenta que as fronteiras atuais foram definidas em 1899 em um laudo arbitral em Paris.

A Venezuela, por sua vez, defende o Acordo de Genebra, assinado em 1966 com o Reino Unido antes da independência guianense, que anulava esse laudo e previa uma solução negociada.

(K.Müller--BBZ)